A voz da taverna

A voz de um marujo de primeira viajem

Certa noite silenciosa
Entrei em ruas sinuosas 
Sentei frente à porta
Com voltas na memória
Haviam quadros mutilados
Histórias do agora
Eram maus augoros
Quando vi os lados
Das mil faces do diabo
Tentei me esconder
Em vão almejei
Afoguei minha alma
No orvalho escuro
Brandi inseguro:
Por que ruas sinuosas?
Com voltas na memória?
Ouvi: sem escapatória!
Brandi inseguro:
Por que quadros mutilados?
Histórias do agora?
Ouvi: sem escapatória!
Brandi obscuro:
Por que vi os lados?
As mil faces do diabo!
Ouvi: sem escapatória!
Era só mais um dos muitos gritos
Das noites silenciosas

Escrito pelo Nauta Faroleiro


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